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terça-feira, 24 de setembro de 2013
Ernest Dowson
Ernest Christopher Dowson
(2 August 1867 – 23 February 1900),
born in Lee, London, was an English poet, novelist and writer of short stories associated with the Decadent movement.
Dowson attended The Queen's College, Oxford, but left before obtaining a degree. In November 1888, he started work with his father at Dowson and Son, a dry-docking business in Limehouse, east London, established by the poet's grandfather. He led as active a social life as he could, carousing with medical students and law pupils, going to music halls, taking the performers to dinner, and so forth. At the same time he was working assiduously at his writing. He was a member of the Rhymers' Club, which included W. B. Yeats and Lionel Johnson. He was also a frequent contributor to the literary magazines The Yellow Book and The Savoy. Dowson collaborated on a couple of unsuccessful novels with Arthur Moore, was working on his own novel Madame de Viole, and was working as an unpaid reviewer for The Critic.
In 1889, Dowson fell in love with eleven-year-old Adelaide "Missie" Foltinowicz, the daughter of a Polish restaurant owner. Adelaide is reputed to be the subject of one his best-known poems, Non Sum Qualis eram Bonae Sub Regno Cynarae. He pursued her unsuccessfully; in 1897, she married a tailor who lodged above the restaurant, and Dowson was crushed. In August 1894, his father, who was in the advanced stages of tuberculosis, died of an overdose of chloral hydrate. His mother, who was also consumptive, hanged herself in February 1895, and Dowson began to decline rapidly.
Robert Sherard one day found Dowson almost penniless in a wine bar and took him back to the cottage in Catford where he was himself living. Dowson spent the last six weeks of his life at Sherard's cottage and died there of alcoholism (or some say of tuberculosis) at the age of 32. He is buried in the Roman Catholic section of nearby Brockley and Ladywell Cemeteries.
En español:
Ernest Christopher Dowson (n. el 2 de agosto de 1867 - f. el 23 de febrero de 1900), en Lee (Londres), fue un poeta, novelista y escritor de relatos cortos inglés, asociado al decadentismo.
Dowson concurrió a The Queen's College, de la Universidad de Oxford, pero abandonó antes de graduarse.1 En noviembre de 1888, comenzó a trabajar junto a su padre en la compañía de éste, Dowson and Son, un negocio de dique seco en Limehouse, ubicado al este de Londres. Se involucró en una activa vida social, reuniéndose con estudiantes de medicina y de leyes, yendo a espectáculos de music hall y otras actividades. Al mismo tiempo, trabaja asiduamente en la escritura. Fue miembro del Rhymers' Club, al cual pertenecían también W. B. Yeats y Lionel Johnson. Fue un contribuyente frecuente de las revistas literarias The Yellow Book y The Savoy. Dowson colaboró en algunas novelas que no resultaron exitosas con Arthur Moore.
En 1889, Dowson se enamora de Adelaide "Missie" Foltinowicz, de tan solo once años de edad, hija de un dueño de restaurant polaco. Adelaide fue el sujeto de uno de sus más conocidos poemas, Non Sum Qualis eram Bonae Sub Regno Cynarae. Intentó conquistarla sin éxito; en 1897, ella se casó con un sastre que vivía cerca del restaurante, y Dowson quedó devastado. En agosto de 1894, su padre, quien estaba en avanzado estado de tuberculosis, muere por una sobredosis de hidrato de cloral. Su madre se suicidó ahorcándose en febrero de 1895, y Dowson cayó rápidamente en una depresión.
Robert Sherard encontró a Dowson en un estado casi de indigencia en un bar, y lo llevó a la casa en Catford donde vivía. Dowson pasó las últimas seis semanas de su vida en la casa de Sherard y murió de alcoholismo (algunas fuentes dicen que de tuberculosis) a los 32 años de edad. Fue enterrado en la sección de Católicos Romanos cerca de los cementerios de Brockley and Ladywell.
Dowson es recordado por sus frases, como days of wine and roses (días de vino y rosas, en español) de su poema Vitae Summa Brevis, la cual aparece en la estrofa:
They are not long, the days of wine and roses:
Out of a misty dream
Our path emerges for a while, then closes
Within a dream.
y gone with the wind (lo que el viento se llevó, en español), de Non Sum Qualis eram Bonae Sub Regno Cynarae, que se lee en la tercer estrofa:
I have forgot much, Cynara! gone with the wind,
Flung roses, roses riotously with the throng,
Dancing, to put thy pale, lost lilies out of mind;
But I was desolate and sick of an old passion,
Yea, all the time, because the dance was long:
I have been faithful to thee, Cynara! in my fashion.
En sus propias palabras, fue el "lejano y débilmente triste sonido que quería" de la primera línea de la tercera estrofa lo que inspiró a Margaret Mitchell a llamar a su única novela Gone with the Wind.
Sus obras en prosa incluyen historias cortas reunidas en Dilemmas (1895), y dos novelas A Comedy of Masks y Adrian Rome (ambas coescritas con Arthur Moore). Algo de su obra corta fue publicada en el periódico The Yellow Book.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
EU NÃO O TINHA OLHADO
Eu não o tinha olhado e nossos passos
soavam juntos.
Nunca escutei sua voz e minha voz ia
enchendo o mundo.
Houve um dia de sol e minha alegria
em mim não coube.
Senti a angústia de carregar a nova
solidão do crepúsculo.
Senti-o junto a mim, braços ardendo,
limpo, sangrante, puro.
Dentro da noite negra a minha dor
entrou no coração.
E vamos juntos.
Pablo Neruda
tradução: José Eduardo Degrazia
O VENTO NA ILHA
O vento é um cavalo
Ouça como ele corre
Pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como recorre ao mundo
para me levar para longe.
Me esconde em teus braços
por somente esta noite,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama galopando
para me levar para longe.
Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopandanto eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite
descansarei, amor meu.
Pablo Neruda
terça-feira, 3 de setembro de 2013
À PANCADA DA ONDA CONTRA A PEDRA HOSTIL
À pancada da onda contra a pedra hostil
a claridade rebenta e decreta a sua rosa
e o círculo do mar reduz-se a um cacho,
a uma gota única de sal azul que tomba.
Oh radiante magnólia desatada na espuma,
magnética viageira cuja morte floresce
e eternamente volta a ser e a não ser nada:
sal destruído, ofuscante agitação marinha.
Juntos, meu amor, selamos o silêncio,
enquanto o mar destrói suas estátuas perenes
e derruba as suas torres de êxtase e loucura,
porque na trama destes tecidos invisíveis
da água desenfreada, da incessante areia,
mantemos a perseguida e única ternura.
Pablo Neruda,
in "Cien Sonetos de Amor"
(tradução: José Bento)
O ESTÉRIL
Dentro da minha vida vou guardando o meu sonho
em chuviscos sutis de amor e de veneno.
O abismo me fecunda e se desfaz o encanto,
com a Dor permaneço dolorido pensando.
(Era um canto dormido
em seda triste e branda,
adormeceu no estéril desencontro dos ventos
e a vida, estilhaçada como árvore deserta,
ficou.)
Oh! como doem, doem essas dores humildes.
Pablo Neruda
In Cadernos de Temuco
DÁ-ME A FESTA MÁGICA
DEUS – e de onde é que tiras para acender o céu
este maravilhoso entardecer de cobre?
Por ele soube encontrar de novo a alegria,
e a má visão eu soube torná-la mais nobre.
Nas chamas coloridas de amarelo e verde
iluminou-se a lâmpada de um outro sol
que fez rachar azuis as planícies do Oeste
e verteu nas montanhas suas fontes e rios.
Deus, dá-me a festa mágica na minha vida,
dá-me os teus fogos para iluminar a terra,
deixa em meu coração tua lâmpada acendida
para que eu seja o óleo de tua luz suprema.
E eu irei pelos campos na noite estrelada
com os braços abertos e a face desnuda,
cantando árias ingênuas com as mesmas palavras
com que na noite falam os campos e a lua.
Pablo Neruda
Tradução: José Eduardo Degrazia
(Chile)
COMO NA NOITE
Como na noite a vila dorme santamente
e não há carruagem, nem armazém, nem gente,
Caminha o homem na noite com a cabeça ao vento,
o corpo agilizado de carne e sentimento,
se imagina suspenso das estrelas.Pensa
que se este céu noturno fosse uma taça imensa
e sua alma como um fruto se espremesse sobre ela
e o sumo de sua alma lavasse assim as estrelas,
a alegria do céu seria a sua alegria
e perdido entre os astros seu cantar ficaria,
e igual às águas de um repuxo imaginário
seu sangue dessedentaria os jardins lunários.
O homem que caminha grita incessantemente.
O homem que caminha deve ser um demente.
Sonâmbulo ou bêbado, deixá-lo que caminhe
tropeçando nas pedras, pisando nos hortos.
Esquecerá do céu ao cruzar uma rua
e ficará cravado como árvore no solo.
Mariposa sem asas, clavicórdio sem notas,
o espírito curvado como uma corda rota
e ouvindo nas estrelas a voz que o não nomeia,
o homem que caminha soluçará na sombra.
Pablo Neruda
"O RELÓGIO CAÍDO DO MAR"
Há tanta luz sombria no espaço
e tantas dimensões de súbito amarelas,
porque não cai o vento
nem respiram as folhas.
É um domingo detido no mar,
um dia como um navio submerso,
uma gota de tempo que assaltam as escamas
ferozmente vestidas de umidade transparente
Há meses seriamente acumulados numa vestimenta
que queremos cheirar chorando de olhos fechados,
e há anos em um só cego signo da água
depositada e verde,
há a idade que nem os dedos nem a luz apressaram,
muito mais estimável que um leque roto,
muito mais silenciosa que um peixe desenterrado,
há a nupcial idade dos dias dissolvidos
num triste túmulo que os peixes percorrem.
As pétalas do tempo caem imensamente
como vagos guarda-chuvas parecidos com o céu,
crescendo em torno, é apenas
um sino nunca visto,
uma rosa inundada, uma medusa, um longo
latejo quebrantado:
mas não é isso, é algo que toca e gasta apenas,
uma confusa pegada sem som e sem pássaros,
um desvanecimento de perfumes e raças.
O relógio que no campo se estendeu sobre o musgo
e golpeou uma anca com sua elétrica forma
corre destado e ferido debaixo da água temível
que ondula palpitando de correntes centrais.
Pablo Neruda
- In Residência na Terra II
SE CADA DIA CAI
Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda
(Últimos Poemas)
"
AMIGO
Amigo, leva o que quiseres,
penetra teu olhar nos recantos,
e se assim o desejas, te dou minha alma inteira,
com suas brancas avenidas e suas canções.
Amigo, com a tarde faz que se vá
este inútil e velho desejo de vencer.
Bebe em meu cântaro se tens sede.
Amigo, com a tarde faz que se vá
este desejo meu de que toda a roseira me pertença.
Amigo, se tens fome come de meu pão.
Tudo, meu amigo, fiz para ti, Tudo isto
que sem ver verás em minha estância nua:
tudo isto que se eleva pelos muros direitos
- como meu coração - sempre buscando altura.
Sorris, amigo. Que importa! Ninguém sabe
entregar nas mãos o que se leva por dentro,
mas eu te dou minha alma, ânfora de méis suaves,
e tudo te dou... Menos aquela recordação...
...Que em minha fazenda vazia aquele amor perdido
é uma rosa branca que se abre em silêncio...
Pablo Neruda
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